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Giro de estoque e curva ABC: como saber o que comprar mais e o que parar de repor

Como calcular o giro de estoque de uma loja de roupas, o que é a curva ABC de produtos, e como usar os dois como base pra decidir a próxima compra de fornecedor — não pra prever o que vai encalhar nesta coleção.

Giro de estoque e curva ABC: como saber o que comprar mais e o que parar de repor

Comprar a próxima coleção "no feeling" funciona até certo ponto — mas o feeling não separa direito o que realmente sustenta o faturamento do que só ocupa araras e capital parado. Giro de estoque e curva ABC são duas contas simples que substituem esse feeling por um critério: qual peça vale a pena continuar comprando, e qual está silenciosamente empatando dinheiro.

Como calcular o giro de estoque de uma loja de roupas?

Dividindo o custo da mercadoria vendida num período pelo valor médio de estoque parado no mesmo período. O resultado mostra quantas vezes o estoque "virou" naquele período — um giro de 2 significa que, em média, o valor investido em estoque foi vendido e reposto duas vezes. Quanto maior o giro, menos tempo o dinheiro fica parado em prateleira antes de voltar como venda.

Vale registrar a diferença pra outro problema parecido: giro de estoque é uma conta permanente, sobre o comportamento de compra ao longo do tempo — diferente de prever se uma peça específica desta coleção vai encalhar antes do fim da temporada, que é uma leitura pontual e sazonal, não uma métrica recorrente de decisão de compra.

O que é curva ABC de produtos e como aplicar na loja de roupas?

É separar os produtos em três grupos pelo peso que cada um tem no faturamento: os itens A são a minoria que responde pela maior fatia das vendas, os C são a maioria que responde por pouco, e os B ficam no meio. Aplicar isso numa loja de roupas significa olhar categoria por categoria (ou modelo por modelo) e ver qual grupo cada uma ocupa, em vez de tratar o estoque inteiro como se tivesse o mesmo peso — porque na prática ele nunca tem.

Giro de estoque baixo sempre é problema?

Não necessariamente — depende do tipo de peça. Uma peça de giro mais lento, mas de categoria A (alto valor por venda), pode ainda ser importante de manter, porque cada venda dela pesa muito no resultado mesmo vendendo com menos frequência. O problema de verdade é giro baixo combinado com categoria C: dinheiro parado numa peça que também vende pouco, ocupando espaço e capital que poderiam estar em outro produto com retorno melhor.

Como usar giro de estoque e curva ABC pra decidir a próxima compra de fornecedor?

Priorizando reposição nos itens A e B, que sustentam a maior parte do faturamento, e questionando a compra repetida de itens C que também têm giro baixo — não cortando por impulso, mas com o dado mostrando que aquele investimento específico tem retorno menor que o resto do estoque. Isso exige ter o histórico de venda por produto organizado o suficiente pra calcular as duas coisas, não só uma sensação de "isso vende bem" formada de memória.

Na Domus BI, relatórios avançados e Inteligência da Loja, do plano Avançado (R$ 219,90/mês), reúnem esse histórico de venda por produto — a base que giro de estoque e curva ABC precisam pra sair do papel e virar decisão de compra real.